segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Clima tenso

[Postagem desnecessariamente declinante em 3,2,1]
Por mais que eu pareça uma garotinha, sou jovem e bem adulta até, mesmo que na maior parte do tempo eu esteja brincando e sendo tímida. Já passei por bastante coisa, busco conhecimento e tenho a autonomia de fazer o que eu acho que deveria fazer, ou não? Ainda dependo muito de pessoas, da boa vontade delas, e muitas vezes de pessoas desnecessárias que só fazem com que eu me sinta oprimida. Como um certo avô de um certo namorado. Não consigo manter uma boa relação com ele, ao meu ver. Parece que ele me impede de evoluir na minha espontaneidade enquanto está por perto. Eu não preciso que ele me aceite, mas essa atmosfera não sugere outra coisa. É algo tão enraizado, tão... Que eu nem sei dizer direito. Como dar liberdade a uma paranoia. A minha relação com ele é de uma "passividade", ele finge que tá tudo bem e eu finjo que sou uma menina certinha. E tudo o mais ridículo e desnecessário -.-
Essas são as circunstâncias, uma dualidade entre minha felicidade simples e a concretização de uma paranoia, de uma força contrária á meu livre-arbítrio. Eu nem sei se posso usar essa palavra, livre-arbítrio. Mas é mais ou menos isso.
Eu tenho mesmo é que me engajar na minha independência, eu sei, sempre sei, então chega de tempo livre para que mais merda aconteça, para que esse espeto continue me espetando.

Era pra eu falar algo mais concreto, e não essa baboseira sentimental. Eu ia dizer que eu tenho a autonomia de fazer o que eu quero fazer, não devo passar tanto tempo me martirizando com esses pensamentos, eu não quero me importar, justamente porque não faz sentido essa intromissão na minha vida (a não ser pelo compartilhamento de espaço), e eu devo ter a autonomia de ser autônoma. Não quero que você, desnecessário, faça alguma diferença na minha vida.

Raiva e passividade. Com um toque de ter feito a coisa errada, como usar drogas, na frente do meu abismo sentimental paranoico concreto.

Foda-se você, senhor você. Eu tô fora dessa por muito tempo. Eu não sei onde eu

Um comentário:

  1. ow... gostei. eu, particularmente, acho um pouco dificil encontrar textos sobre o cotidiano que se mostram interesantes.

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