terça-feira, 17 de abril de 2012

Meta

Gatinha, vamos parar com a ilusão de que devemos pertencer a alguém.
Pertencer a si mesmo é uma benção!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Clima tenso

[Postagem desnecessariamente declinante em 3,2,1]
Por mais que eu pareça uma garotinha, sou jovem e bem adulta até, mesmo que na maior parte do tempo eu esteja brincando e sendo tímida. Já passei por bastante coisa, busco conhecimento e tenho a autonomia de fazer o que eu acho que deveria fazer, ou não? Ainda dependo muito de pessoas, da boa vontade delas, e muitas vezes de pessoas desnecessárias que só fazem com que eu me sinta oprimida. Como um certo avô de um certo namorado. Não consigo manter uma boa relação com ele, ao meu ver. Parece que ele me impede de evoluir na minha espontaneidade enquanto está por perto. Eu não preciso que ele me aceite, mas essa atmosfera não sugere outra coisa. É algo tão enraizado, tão... Que eu nem sei dizer direito. Como dar liberdade a uma paranoia. A minha relação com ele é de uma "passividade", ele finge que tá tudo bem e eu finjo que sou uma menina certinha. E tudo o mais ridículo e desnecessário -.-
Essas são as circunstâncias, uma dualidade entre minha felicidade simples e a concretização de uma paranoia, de uma força contrária á meu livre-arbítrio. Eu nem sei se posso usar essa palavra, livre-arbítrio. Mas é mais ou menos isso.
Eu tenho mesmo é que me engajar na minha independência, eu sei, sempre sei, então chega de tempo livre para que mais merda aconteça, para que esse espeto continue me espetando.

Era pra eu falar algo mais concreto, e não essa baboseira sentimental. Eu ia dizer que eu tenho a autonomia de fazer o que eu quero fazer, não devo passar tanto tempo me martirizando com esses pensamentos, eu não quero me importar, justamente porque não faz sentido essa intromissão na minha vida (a não ser pelo compartilhamento de espaço), e eu devo ter a autonomia de ser autônoma. Não quero que você, desnecessário, faça alguma diferença na minha vida.

Raiva e passividade. Com um toque de ter feito a coisa errada, como usar drogas, na frente do meu abismo sentimental paranoico concreto.

Foda-se você, senhor você. Eu tô fora dessa por muito tempo. Eu não sei onde eu

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pó sutil de pérolas desfeitas


[http://a-vontade.blogspot.com/2011/05/r-voce-nao-come-td-q-ama-nem-ama-td-q.html]

Foi o que estava no link que um amigo vegano  mandou quando falei a triste (pode botar triste mesmo) notícia de que meu Marley morreu *suspiro* e que eu não gosto e não tenho mais vontade de comer carne.
Chamo ele meu Marley porque ele sempre lembra o Marley do filme mesmo. Labrador caramelizado meio branquinho, novinho, tinha uns três meses que chegou aqui, bem pequenininho. ç_ç
Sempre choro quando lembro em detalhes sobre ele, me afetou muito, tudo, onde ele morreu, como... Ele significa muito pra mim, desde o início


quando eu chegava em casa (quase meia noite, da UnB) ele levantava de onde estava e ia ficar sentado na frente da porta, que é de vidro, entre a cozinha e a área de serviço onde ele geralmente ficava, perto do pé de goiaba, de um pequeno coqueiro e da plantinha de hortelã.
e ficava lá, com aquela carinha mais linda do mundo olhando pra mim, até eu ir falar com ele, deixava ele de pé pra cheirar o pescoço dele, coisa mais cheirosa do mundo. Enquanto ele tentava me morder, sempre brincalhão.
dorgas, tá sendo muito difícil pra mim escrever isso, vou ficar o resto da semana com cara de choro ;_; ._.


"[...] Sentir-me grato como eu gostaria
Por ter a recompensa da palavra
Perfeitamente densa e colocada
Imensamente intensa minha fala
Poderia por vontade tão-somente
Recordar ao menos a metade
Das frases dedicadas de presente
Tentar dizer quem sabe a quinta parte
Do que não cabe em mim por insistente [...]"


Ele tinha a habilidade de me deixar alegre em qualquer momento, eu tentava ao máximo valorizar ele o tanto que ele merecia. Ele brincava tanto, e muitas vezes acabava machucando a gente sem querer, brincando. Era forte, tinha dentes afiados.
Aprendeu a dar a patinha naturalmente, quando minha irmã o ensinou a subir a escada, quando brincávamos, usava a pata de um jeito tão lindo, pra arranhar, puxar algo, segurar algo pra morder (inclusive minha mão, meu pé)
Muitas vezes quando eu estava na minha cama lendo algum livro, quando minha irmã chegava da escola e abria a porta para ele, sempre ia lá no meu quarto e mordia meu pé. Se eu não desse atenção ele latia, raramente latia a não ser nessas situações, quando queria brincar.
eu falava um pouco com ele, encostava meu nariz naquele pescoço cheiroso, derrubava ele no chão e fazia cosquinha, ele sompre animado e querendo mais. Aí quando eu voltava a leitura ele encontrava algo para bincar, aí nao dava, era "Marley, para de morder isso", "Marley, deixa isso aí", "Marley, volta aqui com isso", "Ô Dyele, olha o Marley!"
Minha irmã começou a chamar de Marley, pela semelhança. Eu falei: tá, mas só enquanto não penso num nome melhor. Que tal Mamute, Tofu... Marley era realmente a cara dele.

Cara, um cachorro nunca me fez tão feliz quanto ele fez. Seu jeito de latir, pra provocar e me chamar pra brincar. O jeito que me mordia quando eu aproximava o nariz no pescoço dele, e também as vezes que ficava meio que envergonhado e quando eu soltava ele me mordia, de um jeito tão mais lindo do mundo.
Mas o principal: sua presença. Ele estar presente já me deixava de "bom astral". Mordendo ou minha cama, ou meu quarda-roupa, meu urso de pelúcia; aqui estava ele, seu conforto calmo e nobre.
Sua postura engraçadinha, seu passatempo: deitar, morder algo que segura com suas patinhas também cheirosa.
Seu olhar! Seu pelos extremamente fofinhos, os grandes do seu fucinho. A orelha dele, nossa, era a coisa mais lisa e linda (um pouco mais escura que o corpo), ele não deixava muito eu acariciá-la, abria a boca para me morder.
[...]

Sua ausência fazendo silêncio em todo lugar, Marley. Mas eu sei que agora você está melhor, mais feliz, pois das ultimas vezes que o vi estava tão fraco, tão triste, dava pra ver em seus olhos que você estava sofrendo, até nem se incomodava mais com as 2 injeções por dia que eu e minha irmã davamos pra você, muito menos em beber água e comer. Marley, eu te amo tanto, tanto mesmo, espero, de verdade, que você esteja bem e feliz, sei que está. Você sempre terá um grande espaço ne meu coração, sempre, nos perdooe.

Tem um armário na área, ele sempre ia pra baixo do armário quando estava com medo. Quando minha mãe falava alto para ele sair de casa, quando tava chovendo, quando por perto algum cachorro latia alto, quando ele morreu.
Não vou esquecer dele, ele lá, ainda vivo, eu indo vê-lo, falar que ele ia melhorar logo. Depois ele com a linguinha caída, sem respirar, sem pulsação. Os olhos mais lindos do mundo abertos, sem expressão. Eu não acreditava quando fui falar pra minha irmã, não aceitava.

O ser mais lindo do mundo, meu Marley, tinha se livrado de todo o sofrimento do seu corpo terreno e estava livre agora. Chorei tanto, mais tanto, os vizinhos devem ter comentado.
Liguei pro meu pai e o chamei para nos o enterrarmos. Ele disse que estava ocupado, mas faria o possivel pra vim. Depois ligou e disse que não poderia vim, e me deu umas dicas.
Eu não tinha almoçado nesse dia, já estava anoitecendo e eu fui jantar antes de ir enterrá-lo. Minha mãe tinha comprado um churrasco para o jantar, eu ainda estava chorando muito, só que menos. Me lembrando daquela carinha linda de todos os dias.

Sei que fui cortar a carne, aí olhei praquelas patinhas do ser mais lindo do mundo, que estava onde ele sempre ia quando ficava com medo, debaixo do armário. Estava morto, não ia vê-lo mais, brincar com ele, rir dele, com ele... Aí desde então não quero mais comer carne, simplesmente não quero. Não tenho vontade. Já li uns textos sobre vegetarianismo, sempre achava uma opção melhor até, mas como ainda moro com minha mãe, aqui o costume é geralmente um franguinho, um churasco... Aí eu pensava que não iria dar certo, porque carne é um hábito... Mas hoje não quero nem saber, se tiver carne não quero nem saber também. Sempre quis ter uma alimentação menos limitada mesmo.

Marley faz falta, mas fico bem em saber que ele está melhor agora, e só tenho a AGRADECER muito, MUITO MESMO, por tudo que passamos juntos, pelos sorrisos que ele me proporcionou, por ele ser minha dose diária de alegria, pra sempre no meu coração, aquela coisa mais linda do mundo.

Chega, se não fico muito desidratada. Beijos do coração.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

;_;

o poema "bluebird" de Charles Bukowski:


Bluebird
Pássaro azul

Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
there's a bluebird in my heart that, wants to get out
but I'm too tough for him

Eu falo "fica aí dentro,
eu não vou deixar ninguém te ver"
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see you

Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
there's a bluebird in my heart that, wants to get out

mas eu taco uísque nele e respiro fumaça de cigarro
e as putas e os barmen e as caixas do mercado
nunca sabem que ele está aqui dentro
but I pur whiskey on him and inhale cigarette smoke
and the whores and the bartenders and the grocery clerks
never know that he's in there

Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
there's a bluebird in my heart that, wants to get out
but I'm too tough for him

Eu falo "fique aí, você quer me pôr em apuros?"
"você quer estragar meus trabalhos?"
"você quer estragar as vendas dos meus livros na Europa?"
I say, stay down, do you want to mess me up?
you want to screw up the works?
you want to blow my book sales in Europe?

Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
there's a bluebird in my heart that, wants to get out

mas eu sou mais esperto,
só deixo ele sair de noite, às vezes
quando todos estão dormindo
but I'm too clever,
I only let him out at night sometimes
when everybody's asleep

Eu falo "sei que você está aí, então não fique triste"
daí o ponho de volta, mas ele ainda canta um pouco aqui dentro,
Eu não o deixei morrer totalmente.
I say, I know that you're there, so don't be sad.
then I put him back, but he's singing a little in there
I haven't quite let him die.

e a gente dorme junto desse jeito
com nosso pacto secreto
e é bacana o suficiente para fazer um homem chorar
and we sleep together like that
with our secret pact
and it's nice enough to make a man weep

mas eu não choro, você chora?
but I don't weep, do you?



[retirado de http://a-vontade.blogspot.com/2011/06/d-h-lawrence-charles-bukowski-ernest.html]

domingo, 13 de novembro de 2011

A cena repete, a cena se inverte, enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar

Metade de mim agora é assim: de uma lado a poesia o verbo a saudade e do outro a luta, força e coragem pra chegar no fim. O fim é belo e incerto, depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

O Teatro Mágico

Veracidade nos posts

Tô percebendo aqui que todos meus posts estão incompletos, que sou muita especulação! Ou pede/promete um 2º post mas o próximo é sobre outra coisa. OMG, já estou pensando em escrever "depois eu escrevo sobre isso".
Acho que parte de mim é feita de inspiração momentânea, de uma sensação, de algo pequeno simples e importante. Cabe á outra parte dar continuidade, pena que é justamente a minha parte mais inconstante.