O que o título acima representa? É uma boa pergunta, vamos lá.
Começando com a minha desculpa de ser inconstante, que aparentemente é uma justificativa para não manter algumas condutas, por mais que eu saiba que com certeza as coisas não são unicamente da forma com que eu vejo, algo em mim insiste em manter uma realidade limitada.
Essa coisa de dizer que eu sou Inconstante só destaca como que eu lido com as coisas, sempre do mesmo jeito, fugindo e dando desculpas e deixando-se ser deixada pra trás. (Equação 1: não saber manter amizades e algumas boas decisões)
Vamos para a segunda peça do quebra cabeça (que simplesmente vem vindo á minha cabeça, já que não tenho um roteiro a seguir):
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
[...]
Ferreira Gullar
Acho que tudo aqui é sobre a forma como eu lido com as coisas e enfins. E também a forma como as coisas acontecem e como eu 'enriqueço' minha percepção em relação a isso (olha só, arranjando um significado formal pro blog! ideia pro proximo post \o\).
Atualmente, meu convívio com algumas pessoas e amigos próximos vêm me angustiando. Pelo certo motivo: por mais que eu goste pra caramba dessas pessoas, não consigo manter uma amizade sólida, constante. Uma parte de mim simplesmente delira, sem motivo, ou se prende a uma caracteristica limitada minha. Eu não sei, mas é mais ou menos isso. Não estou aqui pra ficar focando no problema e nem fingir que ele não existe. O que me vem á cabeça é: e o convívio comigo mesma, como está? Aí eu lembro da frase do título, só que será que eu não estou idealizando e ditando como deveria ser? Concerteza.
A QUESTÃO É: com que intenção eu escrevo isso? Era pra registrar momentos que fazem parte do meu crescimento né. Mas, é o seguinte, tá tudo tão, blé... Escrever isso numa página da internet também...
Mas né, vamos combinar, isso vale pra superação da minha timidez ou eu só estou entrando em assuntos subjetivos que não cabem a esse espaço ou essa atmosfera ? Tô fazendo merda (insistindo em falar besteira) ou é algo que eu realmente gosto de fazer e eu que tenho essa síndrome de não ser aceita?
Eu gosto de escrever. Eu gosto de perguntas que contrastam formas distintas de ver as coisas.
A conclusão é, mais uma vez, foda-se o que as pessoas vão pensar. Mas deixa eu ser sincera, nunca tô realmente bem comigo mesma. E isso me mata todo dia. Um foda-se é simples demais pra mim, apesar de resolver superficialmente.
Mas vamos lá, um fato diário observado é: passo pelo menos 25 minutos cuidando do meu cabelo pra que ele fique adestradamente arrumadinho. O problema é que na maioria dos dias eu acabo me enrolando e não dá pra ter esse cuidado (leia-se passar chapinha rs) aí eu fico super pra baixo, quando vou conversar com alguém até, não me sinto bem. (Equação 2: contradição ideológica)
Então, isso é algo que fere minha liberdade? a liberdade pra ser eu mesma. Dependência emocional define. Tem alguma coisa errada aí. Mas como acho que isso pede muita reflexão e eu já falei demais, posso deixar pra outro dia? (Equação 3: dependência emocional em vários aspectos)
A ideia é que esse post fique amplo mesmo, falei resumidamente sobre minha capacidade de manter amizades, a forma como me sinto quando estou sozinha e a correlação quando estou com alguém, timidez, se a tal bicicleta é uma ideia socialmente construída por uma sociedade na qual eu me sinto oprimida, minha conduta... Hoje fui só especulação. Um pequeno retrato do que se passa aqui, na minha pele. Sem nenhuma utilidade ou nenhuma reflexão à priori.
"E no final uma assinatura preta, para mostrar os pólos da minha versatilidade."
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